Os aerogramas, alcunhados de «bate-estradas», eram um dos meios de correspondência mais utilizados entre os militares e as famílias durante a Guerra Colonial. Os aerogramas eram transportados e fornecidos gratuitamente aos militares e às suas famílias. Estima-se que tenham sido impressos mais de 300 milhões.
Este espectáculo carta em forma de concerto, e com recurso a imagens ilustradas projetadas, constitui-se como um projecto de memória sobre o período da Guerra Colonial, em que, através da leitura de aerogramas ficcionados, se dá a conhecer a história de uma família que é também a história do Portugal da década de 60/70 até ao 25 de Abril de 1974.
Pretende-se que este trabalho de memória musicado seja «o passado por dentro do presente» do verso de Manuel Alegre.
Ficha artística
Catarina Moura: voz | Luís Pedro Madeira: guitarra eléctrica, guitarra clássica | Quiné Teles: kalimba, balafon, caixa popular, adufe e bombo | Ricardo Grácio: viola beiroa, viola campaniça e flauta transversal | Cláudia Carvalho, Miguel Moura Madeira e Ricardo Correia: narração vozes.
Ficha técnica
Ideia e concepção: Catarina Moura, Luís Pedro Madeira e Ricardo Correia | Textos dos aerogramas: Ricardo Correia (professor adjunto IPC/ESEC) | Ilustrações e animações: Cátia Vidinhas | Edição de Vídeo: Luís Pedro Madeira | Desenho de Luz: Guilherme Pompeu | Uma encomenda do Município de Loulé para as comemorações do 25 de Abril em 2023, numa co-produção Cineteatro Louletano e Teatro da Cerca de São Bernardo – Escola da Noite.